- Nem fui trabalhar, fiquei deitado o dia inteiro, minha mãe falou que nem hoje eu vou trabalhar, vou ficar em casa descansando e tomando remédio, já liguei pro meu patrão e avisei – diz desanimado e continua em meio a uma crise de tosse do qual se curva inteiro até passar – O meu irmão vai marcar uma consulta no posto de saúde pra mim.
É difícil enxergá-lo como um adulto. Basta percebê-lo para denotar que Tchou é uma criança que vive em um mundo particular no qual preocupações, obrigações e atitudes de um homem da sua idade não entram. A ingenuidade de suas conversas ás vezes assusta e me pergunto constantemente se Tchou sente ansiedade, angústia. Pensando bem chego a conclusão de que as crianças são felizes justamente por ainda não se deixarem contaminar por esses sentimentos, então que Tchou continue vivendo e seguindo sua rotina, me acompanhando até o ponto, buscando pão na padaria, passeando com o Bingo, se deslumbrando com o trânsito...
Leia aqui "É difícil vê-lo como um adulto - Parte 1"
Leia aqui "É difícil vê-lo como um adulto - Parte 2"
Leia aqui "É difícil vê-lo como um adulto - Parte 3"
